A inteligência emocional tem peso cada vez maior no desenho de um perfil profissional de sucesso.

Coaching
27 de fevereiro de 2018

Empatia, automotivação e habilidade para se relacionar são aspectos mais importantes que a pura competência técnica. Seja para quem atua no ambiente corporativo ou para o empreendedor individual.

Por Viviane da Mata.

Não há dúvida que quando fazemos algo com dedicação, o resultado do esforço é notavelmente mais satisfatório do que quando o fazemos apenas por obrigação. Mesmo que não seja no emprego dos sonhos ou no cargo que você tanto tem almejado, é possível estar engajado com as atividades sob sua responsabilidade. Isso porque estas são atitudes que, quando genuínas, independem do ambiente externo, pois partem da postura íntima do indivíduo. Estão fundamentadas na sua forma de ver e lidar com o trabalho. E com o mundo.

Prefiro, em todo caso, considerar envolvimento com o trabalho e comprometimento afetivo em vez de dedicação, cujo significado literal é devoção ou sacrifício, conceitos ultrapassados em relação à nova consciência sobre o mundo profissional. A evolução no entendimento do trabalho coloca o indivíduo como protagonista e principal autor na construção da sua carreira. E nesse cenário, um ponto fundamental é a coerência entre o que se acredita e valoriza com o propósito corporativo para o qual se dá, criando assim um sentido sólido para o fazer diário. Desenvolver essa habilidade de identificação de propósitos e agir em consonância com seus objetivos é um ótimo exemplo do que ter como meta.

Uma pesquisa realizada pela Dra. Galit Meisler da Universidade de Haifa (Israel), examinou os efeitos da inteligência emocional no comportamento dos trabalhadores. Chegou à conclusão de que quanto maior a inteligência emocional, maior é o nível de comprometimento e satisfação no trabalho. Fica claro que é essencial para todos os profissionais, independente do setor em que atuam, até mesmo liberais e empreendedores, a relevância de desenvolver essa competência como chave para uma carreira promissora.

Não é à toa que esta habilidade tem sido fortemente avaliada nos processos seletivos, uma vez que não basta ter um conhecimento excepcional sobre determinado assunto, ou ter sido aluno nota 10, se a atuação hoje e no futuro requer a habilidade de compreender e gerenciar emoções para fazer as tarefas de uma maneira mais efetiva.

Sobre a supervalorizada ideia de genialidade, em Maestria, livro de Robert Greene, o autor não a considera como algo nato. Segue afirmando que trata-se de um processo de persistência, fruto da paciência e da resiliência. “O primeiro passo para se tornar um mestre, ou seja, alguém de inteligência proveitosa e autêntica, é ter a capacidade de aprender com os próprios erros e transformar a realidade” defende Eli Formiga, especialista em medicina chinesa. Este é um campo que sempre esteve à frente ao atentar para a importância das emoções como aspectos fundamentais no processo de cura e manutenção da saúde.

Photo by John Schnobrich on Unsplash

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