O novo, o antigo e a liderança que transforma

Gestão, Liderança
22 de agosto de 2019

É do senso comum associar liderança e gestão a pessoas experientes, enquanto inovação costuma estar do lado jovem da força. Essas relações fazem mesmo sentido? A velocidade das mudanças é intensa e mais bem acompanhada pelos novinhos. No entanto, a experiência pessoal e profissional, com seus erros e sucessos vividos ao longo de uma jornada, influenciam muito a realização de um plano .

Neste mundo disruptivo e hiperconectado, os mais jovens costumam pensar em outra frequência. Nasceram e vivem num contexto completamente diferente das outras gerações. Daí sua contribuição para novas ideias e negócios ser tão valiosa. Mas apenas isso não basta para executar algo que dê certo, seria como construir um castelo no ar. Organização, planejamento, ponderação, reflexão e adaptação são habilidades e comportamentos conquistados com o tempo. Vêm com a maturidade.

Sempre há conflito entre gerações que coexistem. Mas nem sempre há disposição e vontade de equalizar entendimentos divergentes sobre ser e estar no mundo. Em quase todos os cenários, entretanto, a colaboração sempre promove melhores resultados. Projetos que reúnem diferentes perspectivas e captam o melhor da diversidade tendem a dar mais certo. Nas empresas e fora delas.

A paixão e a ação

Apesar dos exemplos de jovens prodígios serem mais atraentes para contar uma história e encantar a plateia, uma pesquisa de 2018 feita pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) revelou que as startups de maior sucesso foram criadas quando seus fundadores tinham em média 45 anos.

A pesquisa leva em conta o cenário dos Estados Unidos, muito diferente do brasileiro, com uma cultura de desenvolvimento e financiamento sem comparação. Os resultados também variam de acordo com o segmento de mercado da empresa e supõem que os profissionais mais velhos têm índice maior de sucesso devido aos contatos e investimentos acumulados ao longo da vida.

De qualquer forma, parece legítima a conclusão geral que a idade e o perfil dos profissionais mais experientes têm um peso significativo para a sustentabilidade de um empreendimento.

O quê, o como e o porquê

Há muito o que melhorar nas relações conosco e com o mundo. Cada pessoa, em menor ou maior grau, traz em si uma necessidade inata pela busca de segurança, bem-estar, crescimento e autorrealização. Nem sempre as tentativas dão certo, mas fazem parte do percurso para chegar lá. Ouvir o outro, estar aberto, reconhecer o valor de cada um e entender que estamos todos no mesmo barco ajuda muito.

Jovens trazem o poder da renovação, a rebeldia, a vontade de quebrar padrões, assim como a energia e a motivação para tal. No entanto, essas características não são prerrogativas deles, apenas algo típico de uma fase da vida em que as inquietações e os questionamentos estão em ebulição.

Os mais vividos tendem a valorizar a paciência, a resignação e sabem bem o que são as frustrações nossas de cada dia. Por serem, em geral, mais cautelosos, podem ser vistos como um freio, um impedimento ao novo, lentos ou conservadores demais.

Mas assim como muitas pessoas mais velhas se mantêm vivas, ativas, criativas e atualizadas, há jovens conformistas e um tanto alienados por excesso de entretenimento e tecnologia. Por isso é sempre bom evitar julgamentos superficiais, rótulos e estereótipos, entendendo que idade não define ninguém por completo.

Jovens com vontade e coragem de transformar

Aos 15 anos, a paquistanesa Malala Yousafzai exigiu seu direito de frequentar a escola, desafiando o fundamentalismo religioso da região em que morava. Sofreu um atentado violento por conta dessa coragem. A partir desse episódio, mobilizou lideranças do mundo inteiro pela causa da educação, em especial das meninas. Continua seu trabalho de ativista e recebeu o Nobel da Paz em 2014.

Boyan Slat é um holandês que desde muito jovem esteve interessado nas tecnologias em prol do meio ambiente. Inventivo e estudante de engenharia aeroespacial, aos 18 anos desenvolveu um método inovador para limpar a grande quantidade de plásticos que se acumula sem trégua nos oceanos. Em 2013 criou a fundação The Ocean Cleanup e conseguiu um aporte de investimento de 2,2 milhões de dólares no seu projeto.

Greta Thunberg, 15 anos, sueca. Em 2018 a jovem decidiu fazer um protesto solitário em frente ao parlamento do seu país, exigindo que os políticos dessem soluções efetivas para o problema das mudanças climáticas. Seu ato motivou milhões de pessoas em iniciativas por todo o mundo. Em sua maioria, jovens como ela preocupados com o futuro do planeta. A revista QG, em Londres, recentemente deu a Greta o título de “Aquela que mudou o jogo no ano”.

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